
A cozinha aqui desperta cedo, muito cedo.
Sol raiando, farinha no ar, ervas e temperos na mesa, e o queijo marcando a sua presença.
O cheiro chega primeiro, e logo vem o som.
Mistura, amassa, estica.
Fino…
Mais fino…
Finíssimo.
Quase quase uma folha.
Leve e fácil de levar.
O forno sopra quente.
O calor doura a massa, acorda o alho, ressalta o cheiro das ervas, faz o queijo derreter e o perfume se espalha pela cozinha inteira.
A massa assa.
Fica ainda mais leve.
Fica mais dourada.
Fica mais fina, pronta para quebrar o silêncio.
Alguém parte um pedaço.
CROC!
Som seco, claro, irresistível.
Foi atrás desse som que começamos, em 2009. Não para colocar apenas mais um pacote na prateleira, mas para criar algo que tivesse a alma de uma cozinha genuína e artesanal.
Depois de esfriar, o Crostiti é embalado. O pacote se fecha, mas a história apenas muda de endereço.
Um pouco depois, alguém o abre em outra cozinha, outra casa, outra cidade.
Talvez exista vinho sobre a mesa. Talvez uma tábua de queijos. Talvez seja apenas o fim de uma tarde longa e uma conversa que ninguém estava com pressa de terminar.
Uma mão pega um Crostiti.
E então o som que começou na nossa cozinha se repete ao redor da mesa.
CROC!
É para esse momento que todo o trabalho existe.
Porque um Crostiti começa com farinha, calor e cuidado.
Mas só fica realmente pronto quando chega à mesa.
Daniel Leony
